SHAUL E A CIRCUNCISÃO>>>PEQUENA BIOGRAFIA

SHAUL E A CIRCUNCISÃO
PEQUENA BIOGRAFIA


Descendente de família israelita pela tribo de Benjamin (Romanos 11: 1), Shaul (Paulo) nasceu em Tarso na Cilícia no início da era cristã. Sendo discípulo do Rabino Gamaliel (Atos 22: 3), tornou-se exímio conhecedor dos escritos da Torah, destacando-se entre o judaísmo farisaico como seguidor e capacitado intérprete da Palavra do ETERNO. Por volta do ano trinta e seis (36) passou a ocupar a posição de severo perseguidor dos adeptos da religião dos netzarim (nazarenos), encerrando essa jornada quando, segundo se pode ver em Atos capítulo 9, teve uma visão de uma voz que do alto lhe falou e de uma luz que o deixou cego.
A partir desse acontecimento, seguiu para Damasco onde foi batizado por Ananias, dando assim início à sua fé que futuramente, por traduções várias, passou a ser reconhecida como símbolo do cristianismo. Se ele seguiu a meta religiosa dos netzarim (nazarenos), adquiriu essa forma denominativa, o que na lógica o não qualifica como cristão.
Poderia falar aqui muito mais desse apóstolo às vezes tão criticado; elogiado; tomado por culto; ignorante; lúcido; louco; por divergentes opiniões a seu respeito. Todavia, retornarei a seus escritos epistolares buscando desvendar a objetividade contida em cada um de seus pensamentos, alvo de conceitos descritivamente mal estruturados. Não devemos de forma alguma esquecer seu alerta contido no cap. 1 vss. 26 27 de sua primeira carta aos coríntios, pelo qual ele nos transmite uma verdadeira aula.


De acordo com a Tradução de João Ferreira de Almeida Edição Revista e Corrigida de 1969, em 3: 2 de sua carta aos filipenses, Shaul parece tachar a todos os da circuncisão de cães e maus obreiros.


“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão”.


Quando lemos na “Bíblia de Referência Thompson”, vemos a verdadeira mensagem no exato momento em que Shaul adverte sobre um concerto, fora da ordenação do Elohym (D’us) de Ysrael.


“Acautelai-vos dos cães, acautelai-vos dos maus obreiros, acautelai-vos da falsa circuncisão”.


Se conforme a Tradução de João Ferreira de Almeida ele estivesse falando do concerto dado a Avraham (Abraão), em que posição estaria esse juntamente com todos os profetas que não deixaram de se circuncidar? Estariam na posição de cães? De maus obreiros? Jamais o apóstolo teria tal atitude contra esses homens eleitos, sendo que se assim o fizesse estaria calcando aos pés todo retrospecto profético, numa profanação contra o fiel concerto instituído pelo Altíssimo Criador.
Não é bom fazer julgamento do que não se conhece! Ele advertiu sobre outra espécie de circuncisão indiferente ao nome do Eterno YHUH; aos mandamentos da sua lei; e ao sistema de corte não autorizado na circuncisão da carne. Para melhor entendimento, no verso 3 do mesmo capítulo ele diz: “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a D’us em Espírito”.
Sendo ele da tribo de Benjamin, uma das doze tribos de Ysrael, é óbvio que quando disse: “A circuncisão somos nós”, se referiu aos brotos e às raízes israelitas. Doutra forma, Avraham (Abraão) e todos os fiéis neviim (profetas) não estariam enquadrados numa servidão kadosh (santa). A textualização da Tradução de Almeida Edição 1969, sem dúvida é uma descrição errônea, devido não está compatível com os requisitos dados pelo Eterno YHUH no seu concerto estabelecido.
Sobre a bem-aventurança vinda pelo concerto dado a Avraham (Abraão) e sua descendência, na sua carta aos romanos 4: 8, 9, 10, Shaul faz um relato.


“Bem-aventurado o homem a quem o ETERNO não imputa o pecado. Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão”.


Pondo no isolamento contextual essa pequena parte do diálogo apostólico, os adeptos do anti-semitismo direto ou indireto julgam que a circuncisão nada tem a ver com a fé, argumentando: “Abraão foi justificado quando ainda não havia sido circuncidado”. Para confirmação de sua fé, o mesmo Avraham (Abraão) foi selado com qual sinal? O que foi designado para que sua crença fosse justificada? Se não sabem, a resposta está no verso 11 do mesmo capítulo acima mencionado onde Shaul exclarece.
“E recebeu o sinal da circuncisão selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão, a fim de que a justiça lhes seja também imputada”.
Mesmo estando ainda incircunciso na carne, Avraham (Abraão) foi chamado pelo Eterno י ה ו ה YHUH, quando numa terra dominada pelo politeísmo permaneceu num monoteísmo justo, firmando sua crença no único Elohym Eterno. Essa sua firmeza lhe foi imputada como justiça, através do sinal da circuncisão, sendo isso selado por quem o chamou num concerto de perpétua amizade. Isso demonstra que fé, sem a circuncisão, pela justiça não é selada. Para todos os goym (gentios) que andam na mesma fé desse patriarca a mesma condição permanece, para que também sua fé possa ser reconhecida como justa. Se Avraham (Abraão) se deixou circuncidar, como então, alguém se diz na fé dele a isso rejeitando? Se uma mesma lei foi estabelecida para israelitas e estrangeiros, como se pode ver em Shemôt (Êxodo) 12: 48 49, então que o goy (gentio) edifique sua fé no mesmo sinal recebido por essa gente, para que também possa ser participante da promessa pela qual, abraçando esse concerto, receberá de YHUH a mesma justificação.


Gálatas 5: 3 – “E de novo protesto a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.


Fora de contexto esse escrito parece contradizer não só a lei, mas também a circuncisão, coisa que a Teologia tem feito uso na sua trajetória incircuncisa.
Sabiamente se posicionando contra essas equivocadas formas dedutivas, vemos o cap. 3 vs. 31 do escrito aos romanos quando aí, demonstrando a exata e perfeita junção da fé para com a lei, o mesmo apóstolo ensina: Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei”.
A partir desse exemplo, creio que as torções desabam por terra diante do ensinamento dado aos gálatas, quando esses, pelo apóstolo, são instruídos a se circuncidarem na obediência para com a lei. Fora disto, a circuncisão não terá valor nenhum, porque sem essa indispensável junção jamais poderá ser verdadeira. Se o apóstolo pela sua fé não anulou a lei, fica claro que a circuncisão também não foi anulada. Ele sabiamente só esclareceu a forma de procedimento do goy (gentio) circuncidado, não devendo esse anular o que ele, pela fé, continuou estabelecendo. Vejam Atos 24: 14. Ainda referente aos gálatas, a Tradução de Almeida no cap. 5 vs.2 descreve um testemunho dado por Shaul.


Gálatas 5: 2 – “Eis que eu, Shaul, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Mashiach de nada vos aproveitará”.


Seria essa a verdadeira mensagem deixada por esse sábio apóstolo? Quando comparamos a mesma com atos 16: 1, 2, 3, encontramos incoerência entre ambas devido no texto de gálatas ele parecer anular a circuncisão, quando no outro ele circuncida Timóteo com suas próprias mãos.
Os gálatas eram circuncidados quando esse escrito foi a eles dirigido? Tudo que diz respeito à História só pode ser esclarecido por meio do rastreamento aos fatos, às épocas, numa observação conjunta sobre os responsáveis de todas e quaisquer descrições expostas nas narrativas. Se essas não provêm das bases originais, a tendência é se aliarem ao âmbito das incertezas.
São muitas as irrelevâncias interpretativas perante os escritos proféticos, onde a modificação de pensamento, da objetividade, tem afastado o ser humano de seu equilibrado dever. Aplicadas com base, as ocorrências conforme suas épocas têm poder de fogo para não deixar sem destorcer o que se acha torcido.
Pensando nessa forma de justiça, estudiosos têm se esforçado numa busca incansável para que a verdade fale mais forte, na viva esperança de que nessa voz a mentira seja demolida. Quando isso verdadeiramente acontecer, desde já tenho por certas três coisas: a razão cantará suavemente; a lógica repousará na luz; e todo vaso eleito estará repleto do mais perfeito e suave perfume.


Fica complexo definir qual tribo céltica da Gália deu origem aos Gálatas, muito embora não reste dúvida que não era assim que se autodenominavam na medida em que etimologicamente a palavra vem de “galátai” bárbaro, era como os gregos os chamavam e posteriormente os romanos também por imitação. Mesmo propriamente a Galácia foi uma criação dos romanos que a transformaram em província do Império Romano por volta do ano 25 a C,quando juntaram às terras antes ocupadas pelos gálatas que correspondiam apenas ao equivalente a região centro-oeste da província também as possessões de Frígia, Licaônia e Isáuria para compor todo território provincial.
Cabe observar que não foi de maneira mansa e pacífica que a Galácia foi criada, já que a incorporação territorial foi criada a medida que os gálatas como aliados dos romanos venciam tribos rebeldes ao Império Romano. Diga-se, de passagem, que eram lutas travadas no melhor estilo da guerrilha, forjando escaramuças e armadilhas para tropas romano-gálatas já que os seus inimigos eram povos nômades da montanha e deserto.
Infelizmente, o último rei gálata, Amintas, morreu numa dessas batalhas sem deixar herdeiros presumíveis e em ato de última vontade, para que uma guerra civil não estourasse na busca de um novo regente da Galácia, legou o seu reino aos romanos que não tardaram em transformá-la em Província do Império Romano no final do mesmo ano da morte do monarca (25 a C), quando por fim debelaram os povos rebeldes na região.
Ao final de reino céltico para província romana a Galácia serviu de cabeça de ponte para o Império Romano firmar seu poderio militar na localidade, e posteriormente expandir as possessões romanas até lá. Neste meio tempo os gálatas impediram que invasões de “hordas bárbaras” vindas da Ásia, gerassem maiores problemas para Roma.
(www.templodoconhecimento.com)


Na trajetória histórica, a nação gálata era forçada a colaborar com o poder militar, político, social de Roma, não deixando também de ter participação no religioso paganismo romano. Torcendo a objetividade doutrinária de Shaul para com essa dependiosa gente, idéias hipotéticas querem mostrar a existência de divergências entre o mesmo e o judaísmo. Se utilizando da circuncisão, da lei, teoricamente afirmam que essas coisas como pontos de obediência, não mais tinham valor no caminho deste povo que dependia de Roma.
Afirmam que a sua fé não mais dependia da Torah (Lei), “cujos ensinamentos, dizem, findaram-se com a vinda do Mashiach”. Isso entra em confronto com textos contidos na carta dirigida aos romanos, que mostram testemunhos engrandecendo os decretos do Elohym Adonay de Ysrael.


Romanos cap. 3 vs. 31 – “Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes estabelecemos a lei”.


É de se estranhar Shaul instruindo aos gálatas o não cumprimento para com a lei do Eterno YHUH, quando demonstra ensinar aos romanos que a lei não deve ser anulada diante da verdadeira fé. Estaria ele a pregar duas formas de evangelho? Digo que não, pois dessa forma estaria criando obstáculos entre romanos e gálatas. Na verdade, seus ensinamentos se revelam contrários a um romanismo profano, inimigo de um profetismo justo.
Vendo a desprezível conduta desse sistema romanista, no cap. 7 vs. 12 de sua carta aos romanos ele adverte: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo, e bom”.
Iria Shaul abolir a santificação da qual estava dando bom testemunho? Iria ele por no descaso aquilo que interiormente tinha por justo e puro? O pavio que fumega não deve de forma nenhuma ser apagado. Diante de todas essas justificativas bíblicas, espero que cada intérprete da palavra se examine antes de fazer qualquer juízo em termos de conceituável propagação, pois cada um responderá por tudo aquilo que tenha ensinado.
Romanos cap. 2 vs. 13 – “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de D’us; mas os que praticam a lei hão de ser justificados”.
Parecendo contradizer essa textualização aparece o vs. 11 do cap. 3 do livro de gálatas: “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de D'us, porque o justo viverá da fé”. Se para os romanos o guardar a lei é sinônimo de justificação e para os gálatas ela não justifica, onde Shaul falhou? Estaria ele, diante dos gálatas, a se desviar da verdade para prosperar na sua missão? Que tal dedução, em tempo algum, venha se proliferar nos estigmas da coerência.
Para que o tropeço não venha está diante da eleita remanescência, eis aqui a compatível explicação: vendo Yshayahu (Isaías) 45: 25; romanos 8: 33; se pode ver que a justificação provém unicamente do Eterno YHUH, sendo isso exemplificado em Avraham (Abraão) quando a recebeu. Foi ele justificado estando em obediência ou desobediência para com a lei? Em Bereshit (Gênesis) 26: 5 se tem a resposta.


“Porquanto Abraão obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis”.
Nesse contexto Shaul demonstrou aos gálatas uma direta justificação vinda da misericórdia do Eterno YHUH, sem anulação da lei, a qual não foi feita para justificar e sim para corrigir. Isso resume o ensinamento dele direcionado aos romanos, ficando a frutuosa lição de que o ser humano é justificado pelo Altíssimo não por simplesmente ouvir a lei, mas por praticá-la. Voltando a 5: 3 do livro de gálatas, na veracidade do pano de fundo sobre o assunto vemos essa nação incircuncisa advertida pela seguinte forma: “Se vos deixar de circuncidar, Mashiach de nada vos aproveitará”.
Sendo que a descendência de Yaakov (Jacó) sempre esteve no concerto da circuncisão, como poderia o estrangeiro ter algum proveito diante daquele que veio pela nação circuncisa, como mostra Matyahu (Mateus) 15: 24? Isso quer dizer que se o goy (gentio), na sua fé, não se deixar passar por isso, proveito nenhum terá diante do Príncipe da paz que se fez ministro da circuncisão. Romanos 15: 8.
Sustentado nos pontos intrínsecos dessas evidências, posso afirmar: Na sua originalidade, o escrito provindo de Shaul não contradiz a circuncisão da carne. Achar ser isso possível é como permanecer toscamente no dito por não dito de todas as ocorrências históricas, por onde, filosoficamente, o sim tem sido tomado pelo não e o não pelo sim numa extrapolação visível.
Na veracidade da ocorrência, a frase dele foi: “Se vos deixar de circuncidar”. E fora do contexto, mensagem alterada, é: “Se vos deixardes circuncidar”. Não devemos deixar de observar que a preposição “de”, na frase contextual, está separada do verbo “deixar”. Já fora da contextualização, como se ver, essa mesma preposição está unida. Com o acréscimo da letra “s”, o perfeito sentido foi alterado criando catastrófico desvio no rumo da História, pelo qual povos de muitas nações têm se tornados incircuncisos.
Assim como Shaul advertiu aos gálatas, aos contradizentes do kadosh (santo) concerto advirto: Se vos deixar de circuncidar, o Mashiach em nada vos há de aproveitar, porque o caminho dado para Ysrael não é o das nações. Yrmeyahu (Jeremias) 10: 2.
Retornando aos pontos difíceis dos fiéis escritos desse apóstolo aprovado por uns, censurado por outros, no cap. 7 vs. 19 de sua primeira carta aos coríntios ele traz mais uma polêmica perante a visão dos indoutos.


“A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de D’us”.


Teria Shaul nesse ensinamento, contestado a trajetória circuncisa? Os condutores das incompatibilidades sempre testificam que sim. A esses, me dirijo numa justa interrogativa: a circuncisão é mandamento proveniente da boca de YHUH ou dos homens? Para não haver torção na resposta, advirto a observarem com atenção Bereshit (Gênesis) 17: 9 - 14; Shemôt (Êxodo). 48: 49; Ezequiel 44: 9; numa observação amparada na prudência.
Adentrando-me na correta objetividade do pensamento de Shaul, também digo: Ingerir sangue não é nada, não ingerir nada é; o que importa é obedecer à palavra do ETERNO. Eis aqui mais uma questão: Essa mesma palavra autoriza ou proíbe a prática de tal ato? Bereshit (Gênesis 9: 4; Vaykrah (Levítico) 17: 10 - 14; Devarim (Deuteronômio) 12: 16 – 25 têm a resposta.
Para defesa da mensagem do apóstolo, ainda digo: O corte da circuncisão é nada, o não cortar nada é; o que importa é obedecer ao decreto do Eterno YHUH. Se a palavra dele não autorizou tal concerto, então seja esse anulado. Se tal autorização provém dela, anulado seja o ponto de vista das torções.
Outro mal entendido acha-se no capítulo 15 do livro de atos, acerca de um grande debate sobre o circuncidar ou não aqueles que dentre os goym (gentios) abraçavam a fé. Teorias infundadas têm buscado expor uma suposta desavença entre os apóstolos no âmbito dessa questão, forçando a procedência de um debate entre Shaul e os outros, quando a perspectiva contextual nos conduz a uma realidade diferente desse tipo de suposição. Se o texto de atos estivesse em equivalência com uma decisão contrária à circuncisão, os responsáveis por isso estariam em desarmonia com as origens patriarcais e proféticas.


Atos cap. 15 vs. 1 – “Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”.


O primeiro grande equívoco perante essa textualização nasce no momento em que a circuncisão é tomada como exclusividade de uma suposta lei mosaica, fato incorreto. Ela não teve seu início a partir de Mosheh (Moisés) e sim de Avraham (Abraão), por um decreto do próprio Elohym (D’us), mostrado em Bereshit (Gênesis) cap. 17 vss. 9 a 14. Nisto se pode confirmar a revelação de um concerto muito antes da lei ser revelada diretamente aos filhos de Ysrael, afastando assim qualquer possibilidade do profeta do Sinai ter sido o primeiro a recebê-la.
Todo e qualquer texto dentro dos livros evangélicos, a classificar Mosheh (Moisés) como patrono da circuncisão não pode ser fidedigno, por não está em harmonia com a originalidade da contextualização profeticamente histórica. Outro detalhe que tem passado despercebido perante a visão de muitos estudiosos, se encontra naqueles que, descendo da Judéia, se posicionavam pela circuncisão. Quem seriam esses? Gálatas 2: 11 12, mostra que eram discípulos de Tiago.


“E, chegando Pedro à Antioquia lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram se foi retirando e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão”.
Isso deixa transparecer a forma de conduta do apóstolo Tiago, se posicionando como seguidor fiel do concerto feito pelo Elohym (D’us) de Ysrael para com Avraham (Abraão) e sua semente. Se os da sua parte não fossem defensores da circuncisão, Kefah (Pedro) não poderia ter tido receio por está na mesa com incircuncisos. Nesse momento é que Shaul enxergando duas condutas incompatíveis na forma de agir do seu amado irmão na fé, duramente o repreende, o fazendo ver que esse tipo de atitude poderia ludibriar os homens, mas não a YHUH.


Atos cap. 15 vs. 2 – “Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão”.


Uma grande discussão, como demonstra o texto acima, havia se formado em torno de uma questão provocada pela forma de pregação apresentada pelos da parte de Tiago, com Shaul e Barnabé. A origem de tal contenda não estava na circuncisão, sim na forma brusca como a mesma estava sendo mostrada.
Imagine você chegar para um contrário a esse concerto, dizendo: “se você não se deixar circuncidar, não entrará no santuário do Eterno YHUH”. Isso, nos dias de hoje, causaria um impacto ainda maior do que o causado nos dias dos primeiros discípulos em Antioquia.
O que não entra no santuário, com certeza também não entra no reino vindouro! Ora, se a pessoa não tem posse dessa entrada, poderá está na salvação? Poderá entrar na vida eterna? Não há como haver essa possibilidade. Com essa realista noção no pensamento, foi que os da parte de Tiago buscaram avidamente advertir aos incircuncisos de Antioquia, porém de uma maneira brusca como se só a circuncisão fosse uma exigência para se obter a salvação, não apenas um ponto dentre tantos outros.
Aquele que determinou a proibição de comer ou beber qualquer espécie de sangue, não é o mesmo que ordenou a circuncisão? Se um é banido do meio do seu povo por se alimentar com a vida da carne, com o outro não será diferente. Pensando por essa forma é que Shaul buscou corrigir aos irmãos que enxergavam a circuncisão desmembrada dos outros decretos, os fazendo ver que a mesma devia ser anunciada em junção com os mandamentos da lei. Nessa visão, ensinou que a circuncisão sem a lei não é nada.
Tendo Shaul e Barnabé subido a Yahushalaim (Jerusalém) para tal questão ser resolvida por todos os apóstolos e anciãos, ali houve uma grande contenda em torno do assunto em julgamento. Após o pronunciamento de Shimon Kefah (Simão Pedro), Tiago fez uso da palavra numa mensagem voltada para os goym (gentios), a qual se encontra nos versículos 19 20 do mesmo capítulo de atos.


“Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Elohym. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”.


A palestra de Tiago se acha dentro de uma perspectiva totalmente favorável à circuncisão e a todos os decretos da lei, quando adverte sobre a prostituição. Essa palavra, por ter sentido duplo tanto pode diretamente representar a contaminação por sexo ilícito, como também pode representar as extrapolações provocadas pelas falsas e deturpadas religiosidades. Dentro dessa visão é que o apóstolo Tiago, na objetividade de mostrar a justa conversão diante dos goym (gentios) se posiciona em defesa da circuncisão e da lei, repudiadas pela prostituição vaticanista.
De maneira sábia mostrou aos irmãos o que justamente deveria ser anunciado dentre os pagãos, explicando que de maneira nenhuma deveriam ser instruídos fora da fé dos fiéis profetas. A própria conduta de seus discípulos enviados diante dos antioquinos, ao defender avidamente a circuncisão, lhe classifica como seguidor, conservador, praticante desse concerto dado por YHUH para nosso pai Avraham (Abraão) e toda sua descendência.


Romanos cap. 2 vs. 25 – “Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão”.


Falar sobre esse texto é o mesmo que participar de um esclarecimento aberto, direto, no qual a justa circuncisão é aplaudida enquanto a falsa é criticada, abolida. Sendo que a lei não é anulada pela fé de Shaul (Paulo), como já nos mostrou romanos cap. 3 vs. 31, o ensinamento aqui tende a mostrar dois tipos de circuncisão: a do coração, que se firma na obediência para com os mandamentos do ETERNO; e a da carne, a qual foi instituída como confirmação da anterior.
Se o homem vive a praticar as coisas proibidas pela lei, o corte feito no seu prepúcio não será tomado como não fidedigno no concerto feito com Avraham (Abraão)? Pela desobediência sua circuncisão se tornou incircuncisão, o levando de volta à condição gentílica de onde tinha sido libertado. O mesmo Elohym (D’us) que ordenou esse selo da fé, também ordenou o não ingerir sangue; não comer os alimentos por ele proibidos; não quebrantar o seu shabat (sábado).


Romanos cap. 2 vss. 26 a 29 – “Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela circuncisão és transgressor da lei? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém de homens, mas de D’us”.


Os deslizes por parte de muitos intérpretes dos escritos bíblicos acontecem, por suas deduções se firmarem só na letra, quando deveriam analiticamente está na objetividade interior expressa pelo Ruach Kadosh (Espírito Santo). Aqui Shaul advertiu aos que dentre a nação israelita desobedeciam à lei, os quais, achando que por estarem já com o prepúcio cortado, haviam se estabelecido fielmente no concerto. Admoestando-lhes sobre esse deslize, os fez ver que a incircuncisão, se estiver em obediência com os decretos de YHUH, se achará no direito de julgar a circuncisão daquele que andar em desobediência.
Por outro lado, se o incircunciso, praticante dos estatutos da lei, não for assinalado com o mesmo sinal pelo qual a fé de Avraham (Abraão) foi selada, sua obediência estará totalmente fora do concerto dado a esse patriarca. Qual a razão para isto? Há uma ligação sobre ambas as coisas, de forma que uma depende do outra: “o circunciso está no dever de guardar a lei; a lei não é anulada pela fé; os que praticam a lei hão de ser justificados por YHUH. Esse foi o correto pensamento de Shaul segundo a mensagem por ele pregada.
Nisso se conclui: O verdadeiro yahudih (judeu) não é o circunciso desobediente, ou também o incircunciso em obediência. Volto a dizer: A circuncisão do coração, vista corretamente, de forma alguma busca extinguir o sinal da carnal, pois o não cumprimento de uma se torna também o não cumprimento da outra. Nesse termo fica determinado que a junção entre as duas, ainda permanece em vigor. Pode alguém ser contrário a essa viva realidade? A árvore pode ter vida sem a raiz? Que a originalidade não seja posta no descaso.
Aquele que nessa fé é chamado, estando circuncidado fique circuncidado. Porém se não estiver nessa fé, não se circuncide; porque a sua circuncisão de nada valerá. Ou se fala pelo Ruach Kadosh ou pela letra: A primeira opção edifica; a segunda, a carnal, mata. Aí se destacam duas inteligências: a construtiva e a destrutiva.
Essa vocação sabiamente citada por Shaul se resume em obedecer unicamente à Palavra do Elohym (D’us) de Ysrael, pela qual veio também o chamado a todos os profetas que fielmente nela permaneceram. Dois importantes detalhes: a lei escrita pelo dedo do Eterno YHUH pela segunda vez; a circuncisão segunda vez também ordenada. Devarim (Deuteronômio) 10: 1 - 4; Yahoshua (Josué) 5: 2 - 8.


Gálatas cap. 5 vs. 11 – “Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que sou, pois, perseguido? Logo o escândalo da cruz está aniquilado”.


Nesse seu desabafo Shaul dá testemunho da presença da circuncisão em suas pregações, interrogando aos da sua origem biológica, o motivo de está sendo ele perseguido se a mesma era por ele pregada? Aqui a visão de que esse apóstolo jamais buscou anular o concerto divino. Será que ele pregando a circuncisão, iria combater contra ela? Só se estivesse fora de suas faculdades mentais, o que para mim não é admissível. Tendo esse apóstolo permanecido preso em Roma por um período longo, não se pode, por dedução nenhuma, querer afastar a hipótese de alterações em vários de seus escritos, por interferência romana.
Na falta de visão sobre as equivalências textuais dos escritos de Shaul (Paulo), as torções têm se proliferado, aliciando para si um grande número de desvios. Se a palavra circuncisão, nessa forma de falar do apóstolo estivesse na equivalência deum povo, a crase estaria na letra (à) numa indicação de que ele obviamente estava se referindo a uma nação circuncisa: “Se ainda prego à circuncisão, por que sou, pois, perseguido”? A crase não se encontrando na letra (a) direciona sua frase a um decreto, não a uma nação: “Eu, porém, se ainda prego a circuncisão, por que sou, pois, perseguido”? A falta de prudência na pontuação pode causar grave descontrole no texto, pela visão de quem o interpreta.
Dizer que a circuncisão não era mais necessária por ter sido abolida pelo sacrifício na cruz, de maneira nenhuma foi ensinamento de Shaul. No tempo em que esse apóstolo esteve aqui na terra tal referência era motivo de escândalo perante a nação israelita, o que provavelmente por alguns era propagado como acontece ainda nesses nossos dias.
Contrário a esse tipo de conceito não fidedigno, Shaul declara tal escândalo abolido por sua pregação, provavelmente nessas palavras: “Se prego a circuncisão, logo o escândalo da cruz está aniquilado”. Como por essa pregação esse escândalo estava sendo desfeito por ele? O pano de fundo dessas palavras evidencia que alguns estavam a pregar que a circuncisão carnal, pela cruz, havia sido abolida. Isso escandalizava a nação judaica, com destaque a classe sacerdotal.
Por ser acusado como principal culpado dessa mentira, o apóstolo, desabafando, abertamente declara que por pregar em defesa da circuncisão essa contradição estava sendo desfeita. Nisso, demonstrava não haver justiça por parte de seus perseguidores em acusá-lo responsável por tal propagação, sendo que tal doutrina contrária não veio dele. Assim ele buscou mostrar que seus ensinamentos jamais estiveram em oposição a esse concerto, como muitos erradamente deduzem.
Diante do que aqui mostrei, declaro que Shaul jamais se tornou inimigo da lei, dos profetas e da circuncisão, o que o isenta das deduções torcidas que o tem na qualidade de contradizente da Torah.




Obs. Todos os grifos contidos nesse estudo são de autoria do seu autor.


Esse estudo, por força de lei, está registrado.


HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה QUE CHAMO DE YHUH.AMEIN.


E- MAIL PARA COMUNICAÇÃO: yoshiahugil@hotmail.com
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FIQUEM NA SHALOM.


ATENCIOSAMENTE,




YAHOSHAFAT BEN YAACOV

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